Como o leitor poderá perceber, as escritas vaga-lume que se apresentam neste livro representam as maneiras como cada estudioso compreende as diversas formas de resistência que as literaturas dos países africanos de língua portuguesa elaboram diante das luzes ofuscantes do poder da política, da mídia e da mercadoria. Cada obra analisada nesta coletânea nos faz acreditar que as luzes da arte, da beleza, dos momentos de humanidade encenados, tão frágeis quanto autênticas, brilham, discretas, fugazes, mas insistentes, incansáveis, inspirando cada estudioso aqui presente, e alhures, e dando-nos a certeza de que podemos e devemos assumir o controle das narrativas que queremos produzir.