Ser parda no Brasil é viver entre muros. A branquitude te rejeita, a negritude parece distante, e o silêncio nos ensina a disfarçar.
Neste livro, íntimo e profundamente político, Daniela Torres nos conduz por sua travessia: da infância silenciada ao autorreconhecimento como mulher negra parda.
Para quem já se sentiu fora do lugar, para quem viveu entre o "quase" e o "nada" e para quem deseja encontrar, na palavra, um espelho. "A negra parda que me tornei" é um chamado a reescrever a própria história, com coragem e consciência, porque se reconhecer é o primeiro passo, mas permanecer de pé é um ato de raiz que floresce.